A Steeltrax está a desenvolver uma nova geração de estruturas metálicas para sistemas agrovoltaicos, integrando tecnologia fotovoltaica, sensores e ferramentas digitais de monitorização. A solução, criada no âmbito do projeto Agrivoltec, apoiado pelo Compete 2030, procura responder simultaneamente às necessidades da agricultura e da produção de energia renovável.
A Steeltrax, em parceria com a Weadd e a Universidade de Coimbra, está a desenvolver o projeto Agrivoltec, uma operação cofinanciada pelo Programa Compete 2030 que tem como objetivo criar soluções agrovoltaicas adaptadas à realidade portuguesa.
A iniciativa assenta no desenvolvimento de estruturas metálicas e mistas capazes de integrar sistemas fotovoltaicos e tecnologias inteligentes de monitorização, permitindo a utilização simultânea dos terrenos para produção agrícola e geração de energia solar.
O projeto aposta na conceção de uma família de soluções estruturais destinadas a responder aos desafios colocados pela transição energética e pelas alterações climáticas, combinando engenharia metálica, digitalização e produção de energia renovável numa única plataforma tecnológica.
Segundo o Compete 2030, a solução em desenvolvimento vai permitir proteger as culturas das ondas de calor cada vez mais frequentes, ao mesmo tempo que assegura a produção de energia e uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis.
Além da componente estrutural, o Agrivoltec integra uma plataforma digital para apoio à decisão, monitorização e operação em tempo real. O sistema vai recorrer a sensores instalados nas culturas e a ferramentas de análise de dados para acompanhar parâmetros como temperatura, humidade e irradiação solar.
A informação recolhida vai permitir ajustar o comportamento da solução de acordo com os objetivos definidos pelo agricultor. Em períodos de temperaturas mais elevadas, o sistema poderá privilegiar a proteção das culturas. Quando essa necessidade for menor, os painéis fotovoltaicos vão poder ajustar a sua inclinação para maximizar a produção energética.
De acordo com o Compete 2030, esta capacidade de adaptação constitui um dos principais elementos diferenciadores do projeto, resultando da integração entre estruturas de suporte, tecnologias fotovoltaicas e sistemas inteligentes de controlo.
A operação prevê ainda a construção de um protótipo na Quinta Boal, na região do Douro, onde vão ser realizados ensaios em ambiente real para validar os estudos e desenvolvimentos efetuados ao longo do projeto.
A fase de demonstração vai permitir avaliar o desempenho técnico da solução e o seu potencial de aplicação futura, contribuindo para a criação de novas oportunidades de desenvolvimento para a indústria associada às estruturas metálicas e aos sistemas de suporte para energia solar.
Ao combinar engenharia estrutural, tecnologia fotovoltaica, sensorização e análise de dados, o Agrivoltec pretende demonstrar como a inovação industrial pode contribuir para responder simultaneamente aos desafios da agricultura e da produção de energia renovável.


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