A Comissão Europeia realiza, nos próximos dias 3 e 4 de junho, em Gijón, a conferência ENDR 2026 (European Network of Defence-related Regions), um encontro dedicado ao fabrico avançado e à integração de sistemas para a defesa. O evento é organizado em conjunto pelo Asturias Hub Defensa e pela Direção-Geral da Indústria da Defesa e Espaço da Comissão Europeia (DG DEFIS).
A iniciativa vai reunir representantes institucionais europeus, responsáveis do Ministério da Defesa de Espanha e dirigentes de empresas como a Rheinmetall, a Indra e a General Dynamics European Land Systems (GDELS), bem como empresas e centros tecnológicos de vários países europeus.
A conferência vai abordar alguns dos principais desafios da indústria europeia da defesa, entre os quais a resiliência industrial, a integração de sistemas, a soberania tecnológica, as cadeias de abastecimento críticas, o fabrico avançado e o desenvolvimento de sistemas não tripulados. O programa incluirá ainda sessões dedicadas à transformação digital, inovação aberta, automação, talento e aceleração tecnológica, áreas alinhadas com as prioridades promovidas pelo Programa Europeu para a Indústria da Defesa (EDIP) e pelo Fundo Europeu da Defesa.
A diretora do Asturias Hub Defensa, Carolina Díaz, salientou que “a escolha das Astúrias para acolher esta conferência reflete um percurso industrial amplamente reconhecido”. Díaz recordou que a região mantém uma forte ligação à indústria da defesa desde o século XVIII, com a fundação da Real Fábrica de Armas de Trubia, e destacou a existência de competências industriais e tecnológicas nas áreas da engenharia, da metalurgia avançada e do fabrico de precisão.
O encontro realiza-se num contexto de reforço do investimento europeu em capacidades industriais de defesa e pretende afirmar-se como um espaço de ligação entre as necessidades institucionais e a capacidade produtiva da indústria europeia. Segundo a organização, o evento representa uma oportunidade para empresas ligadas à automação, digitalização, robótica e produção avançada interessadas em participar em futuros programas europeus de investimento e cooperação industrial.
“O facto de a Comissão Europeia trazer esta conferência para Gijón representa o reconhecimento de uma realidade que nas Astúrias já conhecíamos: existe um tecido industrial sólido, experiência consolidada e uma capacidade efetiva para contribuir para a defesa europeia, sustentada por mais de duzentos anos de história”, acrescentou Carolina Díaz.
A conferência está aberta a empresas, universidades, centros tecnológicos, Forças Armadas e forças de segurança interessadas nas tendências e oportunidades associadas ao desenvolvimento industrial e tecnológico aplicado à defesa.


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