A União Europeia exportou 18,9 milhões de toneladas de metais recicláveis em 2025, o equivalente a 52,1% do total das exportações de matérias-primas recicláveis, segundo dados divulgados pelo Eurostat. No mesmo período, os materiais orgânicos lideraram as importações comunitárias, enquanto a UE reforçou a sua posição de importadora líquida neste segmento.
A União Europeia (UE) exportou, em 2025, 36,2 milhões de toneladas de matérias-primas recicláveis para países extracomunitários e importou 49,7 milhões de toneladas, registando um saldo importador líquido de 13,5 milhões de toneladas. De acordo com o Eurostat, este diferencial aumentou cerca de um milhão de toneladas face a 2024, o que corresponde a uma subida de 7,8%.
Os metais assumiram o maior peso nas exportações europeias de matérias-primas recicláveis. Ao todo, a UE exportou 18,9 milhões de toneladas desta categoria, responsável por 52,1% do total. O papel e cartão ocuparam a segunda posição, com 6 milhões de toneladas e uma quota de 16,5%, seguindo-se os materiais orgânicos, com 4,4 milhões de toneladas, equivalentes a 12%.
Nas importações, os materiais orgânicos lideraram destacadamente, com 30 milhões de toneladas, representando 60,3% do total importado pela UE. Os minerais surgem na segunda posição, com 8,3 milhões de toneladas e um peso de 16,7%, enquanto os metais totalizaram 6,3 milhões de toneladas, correspondendo a 12,7%.
O Eurostat destaca diferenças relevantes entre o comércio de matérias-primas recicláveis e o comércio de resíduos. Enquanto os metais e o papel/cartão são transacionados quase exclusivamente sob a forma de resíduos, os materiais orgânicos resultam sobretudo de subprodutos. Neste caso, os resíduos representam apenas 1,8% das exportações e 3,2% das importações de materiais orgânicos.
A Turquia manteve-se como o principal destino das exportações europeias de matérias-primas recicláveis em 2025, com 12,8 milhões de toneladas. A Índia recebeu 3,9 milhões de toneladas, seguida do Reino Unido, com 3,4 milhões. Egito, Noruega e Suíça surgem igualmente entre os principais mercados de destino, cada um com volumes entre 1,5 e 1,9 milhões de toneladas.
Do lado das importações, o Brasil foi o principal fornecedor da UE, com 11,2 milhões de toneladas. A Argentina exportou 8,7 milhões de toneladas para o mercado europeu, enquanto Reino Unido, Ucrânia e Estados Unidos também integraram o grupo dos maiores parceiros comerciais.
Apesar do aumento registado em 2025, o saldo importador líquido da UE permanece abaixo do máximo histórico observado em 2006, quando a diferença entre importações e exportações atingiu 21 milhões de toneladas. Segundo o Eurostat, o valor de 2025 continua 35,6% inferior a esse pico.

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