O novo sensor i.Sense TR.P, da igus, foi desenvolvido para reforçar a fiabilidade e a segurança na automação industrial, reduzindo tempos de paragem e custos associados, sobretudo em ambientes exigentes como a indústria automóvel.
A igus desenvolveu um novo sensor para monitorização das forças de tração em sistemas de calhas articuladas utilizados em robôs industriais, com o objetivo de prevenir falhas e reduzir tempos de paragem não planeados. A solução, designada i.Sense TR.P, foi apresentada na SPS Nuremberg.
Segundo a empresa, os tempos de paragem na automação representam um impacto significativo, sobretudo na indústria automóvel, onde a indisponibilidade de um robô pode atingir custos na ordem dos 600 euros por segundo. Neste contexto, o novo sensor foi concebido para monitorizar continuamente os sistemas de calhas articuladas tridimensionais triflex, permitindo identificar forças de tração anómalas numa fase precoce.
O i.Sense TR.P integra uma célula de carga que mede as forças exercidas na cabeça do robô e aciona respostas automáticas quando são ultrapassados limites predefinidos. Essas respostas podem variar entre alertas ao operador e a paragem do sistema, contribuindo para aumentar a segurança operacional e evitar danos mais graves.
Para além da monitorização em tempo real, o sistema permite analisar padrões de movimento durante a operação ou fase de programação, identificando situações críticas como flexões excessivas, alongamentos ou bloqueios. De acordo com a igus, esta capacidade abre caminho à otimização dos movimentos e à prevenção de falhas antes da sua ocorrência.
A solução integra-se no ecossistema i.Sense, que inclui também o sensor TR.B, lançado em 2022, destinado à deteção de ruturas nas calhas articuladas. Este sistema identifica variações no comprimento dos cabos e envia sinais digitais ao PLC, permitindo uma resposta imediata sem necessidade de hardware adicional ou programação complexa.
Complementarmente, a empresa disponibiliza o serviço superwise, que combina a monitorização digital com manutenção preditiva. Através da ligação segura dos dados ao sistema interno da igus, é possível antecipar intervenções, reduzir a carga das equipas de manutenção e prolongar a vida útil dos componentes, minimizando investimentos adicionais.
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