A operação rEGraph, liderada pela Moldata, está a desenvolver uma plataforma automatizada que permite reutilizar elétrodos de grafite usados na produção industrial, reduzindo resíduos e o impacto ambiental. Cofinanciada pelo Compete 2030, a iniciativa integra inteligência artificial, bases de dados tridimensionais e análise geométrica para monitorizar todo o ciclo de vida destes componentes e identificar novas aplicações, promovendo economia circular e maior eficiência na indústria dos moldes.
Os elétrodos de grafite, essenciais na produção de moldes, ferramentas e componentes industriais, são atualmente de utilização única. Depois de usados, tornam-se resíduos difíceis de valorizar, muitos dos quais acabam em aterros. A ausência de um sistema eficaz de rastreamento ao longo da cadeia produtiva limita ainda a monitorização do destino final deste material crítico, aumentando os desafios ambientais do setor. O projeto rEGraph procura inverter este cenário, recuperando e valorizando materiais que hoje ainda são considerados desperdício.
A plataforma em desenvolvimento analisa as propriedades físicas e químicas dos elétrodos usados e sugere aplicações no fabrico de novos moldes e componentes. Liderado pela Moldata, o projeto reúne nove entidades com competências complementares, combinando empresas e centros de investigação. A solução integra tecnologias avançadas, como Big Data, Advanced Analytics e inteligência artificial, posicionando
Portugal na vanguarda da inovação industrial na área dos moldes.António Gameiro, gerente da Moldata, afirma que “o rEGraph transforma resíduos industriais em recursos, aumentando a eficiência produtiva e promovendo práticas de economia circular”. Com esta abordagem, as empresas podem reduzir custos, diminuir o volume de resíduos e reforçar o compromisso com a sustentabilidade ambiental.
O financiamento do Compete 2030 permitiu desenvolver protótipos e preparar a aplicação industrial da plataforma, transformando investigação em soluções concretas. Segundo António Gameiro, “o Compete 2030 funcionou como catalisador estratégico, permitindo transformar uma visão técnica numa solução industrial real”. A iniciativa contribui para uma indústria mais competitiva, digital e sustentável, reforçando o papel de Portugal como referência na produção de moldes na Europa.
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