Numa conferência de imprensa telemática conjunta das duas associações, Wilfried Schäfer, diretor geral da VDW, mostrou-se convencido de que "a nova interface vai trazer muitos benefícios para a indústria em geral e, em concreto, para o setor metalomecânico. Muitas vezes as empresas têm não só máquinas-ferramentas, mas também vários outros tipos de máquinas, equipamentos, robôs e sistemas. Se todas estas tecnologias estiverem num ecossistema comum que cria soluções 'plug-and-play', os utilizadores finais podem poupar muito tempo e dinheiro”.
Hartmut Rauen, diretor geral adjunto da VDMA, acrescentou que "17 associações comerciais trabalham, neste momento, nas suas interfaces tecnológicas específicas, as chamadas especificações de acompanhamento. Este elevado nível de participação constitui a base para uma interoperabilidade real e aberta entre máquinas e sistemas de software, desde o chão de fábrica até à nuvem. A VDMA tem a capacidade de reunir o necessário poder de integração dos mais diversos mundos de produção”.
Desde o início, a indústria de engenharia mecânica adotou a Arquitetura Unificada (UA, na sigla em inglês) OPC como norma para o intercâmbio de dados. A OPC UA fornece um quadro uniforme para a interoperabilidade entre máquinas e sistemas. Utilizando uma abordagem ascendente, tornou-se claro que os elementos básicos de uma grande parte da diversificada gama de produtos de engenharia mecânica e industrial devem ser definidos de forma uniforme. O exemplo mais simples é a identificação da máquina, ou seja, características como fabricante, número de série, ano de fabrico e tipo de máquina.
Por este motivo, vários setores dentro da VDMA, incluindo os acionamentos elétricos, as máquinas para plásticos e borracha, a visão artificial, a metalurgia, a robótica e as máquinas-ferramentas, estão a trabalhar na especificação básica de acompanhamento OPC UA para as máquinas. “A primeira versão será lançada ainda este ano e proporcionará rapidez e compatibilidade”, anunciou Hartmut Rauen.
A indústria de máquinas-ferramentas sempre esteve na vanguarda deste processo. Já em 2017, foi apresentada uma iniciativa para desenvolver uma interface normalizada e aberta. A OPC UA foi rapidamente escolhida como a tecnologia de base. Apenas dois anos mais tarde, uma exposição com 70 parceiros de dez países na EMO em Hanover mostrou que a ligação de 110 máquinas a 28 serviços de software, que foram distribuídos pela feira de forma descentralizada, funciona quase de forma ‘plug-and-play’.
Entretanto, muitas outras especificações complementares à OPC UA foram desenvolvidas no âmbito da VDMA e das suas organizações parceiras. Para lhes dar maior visibilidade e torná-las ainda mais aplicáveis, a Umati será agora alargada a toda a indústria de construção de máquinas e instalações como uma comunidade para a utilização e comercialização das especificações complementares da OPC UA.
Para espelhar esta mudança, foi definida uma nova denominação: ‘Umati - Universal Machine Technology Interface’. A marca Umati pode, assim, ser usada pela comunidade envolvida para a comercialização conjunta, ações de marketing, demonstração de casos de utilização e atenção aos clientes finais. A base para tal é a padronização da interface OPC UA em vários ramos da engenharia mecânica e de instalações. “No futuro falaremos da última versão da especificação complementar OPC UA para máquinas-ferramentas”, explica Wilfried Schäfer da VDW.
“Esperamos ver os primeiros produtos concretos a fornecer conectividade aos clientes com base na especificação OPC UA para máquinas-ferramentas no segundo semestre deste ano”, disse Schäfer.
A VDW e a VDMA garantem que continuarão a trabalhar em conjunto para a implementação bem-sucedida da Umati em toda a indústria. “Os responsáveis pela produção neste mundo devem poder contar com o facto de as máquinas dos mais diversos fabricantes falarem a mesma língua e de poderem concretizar a afirmação de Umati - Connecting the World of Machinery”, conclui Rauen.


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