I&D+I Um eixo mais leve para a nova geração de bicicletas Sara S. Miranda, Gonçalo Soares (INEGI), Ricardo Lopes, Eduardo Carvalheiro (Miranda & Irmão) o to da Agenda Mobilizadora AM2R, a Miranda & Irmão e o INEGI validaram uma liga de alumínio de stência como alternativa aos eixos convencionalmente produzidos em ligas metálicas de elevada de. A caracterização química, microestrutural e mecânica confirmou a conformidade do material com a e referência. A análise da resistência específica evidenciou uma vantagem clara face às soluções de ensidade, traduzida numa redução significativa de peso do componente. A validação numérica do , confirmou um comportamento puramente elástico sob a carga mais exigente prevista, sustentando a de técnica de eixos mais leves e duráveis para a nova geração de bicicletas. ução icação e a procura por bicicletas cada vez mais leves e eficientes têm intensificado os requisitos de nho, durabilidade e sustentabilidade impostos aos componentes de transmissão. O conjunto pedaleiro, o por crencos, eixo e roda pedaleira, está sujeito a carregamentos cíclicos elevados e a combinações as de esforços mecânicos, sendo o eixo o elemento central responsável por transmitir os esforços dos para o movimento central da bicicleta, figura 1. a 1: O conjunto crenco-eixo é um dos elementos mais críticos do pedaleiro, sujeito a cargas cíclicas elevadas em cada pedalada. nte, os eixos são produzidos, na sua maioria, em ligas metálicas de elevada densidade por maquinação om tratamentos termoquímicos de endurecimento superficial. Embora garantam propriedades as adequadas, estas soluções apresentam limitações em produtividade, peso e adaptação à mobilidade onde o acréscimo de massa do motor e da bateria torna imperativa a redução de peso dos componentes 58 UM EIXO MAIS LEVE PARA A NOVA GERAÇÃO DE BICICLETAS Sara S. Miranda, Gonçalo Soares (INEGI), Ricardo Lopes, Eduardo Carvalheiro (Miranda & Irmão) No âmbito da Agenda Mobilizadora AM2R, a Miranda & Irmão e o INEGI validaram uma liga de alumínio de alta resistência como alternativa aos eixos convencionalmente produzidos em ligas metálicas de elevada densidade. A caracterização química, microestrutural e mecânica confirmou a conformidade do material com a norma de referência. A análise da resistência específica evidenciou uma vantagem clara face às soluções de maior densidade, traduzida numa redução significativa de peso do componente. A validação numérica do conjunto, confirmou um comportamento puramente elástico sob a carga mais exigente prevista, sustentando a viabilidade técnica de eixos mais leves e duráveis para a nova geração de bicicletas. A eletrificação e a procura por bicicletas cada vez mais leves e eficientes têm intensificado os requisitos de desempenho, durabilidade e sustentabilidade impostos aos componentes de transmissão. O conjunto pedaleiro, composto por crencos, eixo e roda pedaleira, está sujeito a carregamentos cíclicos elevados e a combinações complexas de esforços mecânicos, sendo o eixo o elemento central responsável por transmitir os esforços dos crencos para o movimento central da bicicleta, figura 1. Atualmente, os eixos são produzidos, na sua maioria, em ligas metálicas de elevada densidade por maquinação CNC, com tratamentos termoquímicos de endurecimento superficial. Embora garantam propriedades mecânicas adequadas, estas soluções apresentam limitações em produtividade, peso e adaptação à mobilidade elétrica, onde o acréscimo de massa do motor e da bateria torna imperativa a redução de peso dos componentes estruturais. As ligas metálicas de baixa densidade e alta resistência, endurecíveis por tratamento térmico T6 que envolve as etapas de solubilização, têmpera e envelhecimento artificial, com precipitação controlada de fases que conferem um aumento de dureza e resistência mecânica, assumem-se como alternativa viável, combinando Figura 1: O conjunto crenco-eixo é um dos elementos mais críticos do pedaleiro, sujeito a cargas cíclicas elevadas em cada pedalada.
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