BM30 - InterMETAL

5 Grupo Mewa nomeia novo CEO O Grupo Mewa anunciou a nomeação de Christian Funk como novo diretor executivo (CEO), cargo que assumirá a 1 de agosto de 2026. A empresa de serviços têxteis, com atividade internacional, considera que a chegada do gestor representa um passo importante na preparação da próxima fase do seu desenvolvimento. Com experiência em empresas como o Boston Consulting Group, Thomas Cook Group e, mais recentemente, o Compass Group Alemanha, onde desempenhava funções de CEO desde 2022, Christian Funk destaca-se pela combinação entre visão estratégica, capacidade de execução operacional e competências nas áreas da digitalização e da transformação empresarial. A mudança integra um processo de transição geracional de longo prazo, destinado a reforçar o crescimento sustentável do grupo. Andreas Söffing, presidente do Conselho Fiscal, sublinha que a experiência internacional de Funk será determinante para impulsionar a evolução da empresa. Christian Funk sucede a Bernhard Niklewitz, que liderou o Grupo Mewa desde 2000 e deixou funções em maio deste ano. EDITORIAL A indústria europeia da transformação de chapa metálica entra na segunda metade desta década com vários desafios pela frente, mas também com novas oportunidades à vista. A queda o setor automóvel, associada à instabilidade geopolítica, à escassez de mão de obra e à crescente exigência dos mercados emergentes, obrigam as empresas a repensar estratégias que durante anos pareciam mais que certas. A boa notícia é que a maturidade alcançada por tecnologias como a inteligência artificial, os gémeos digitais, a robótica colaborativa ou a análise avançada de dados oferece às empresas instrumentos capazes de responder a esses desafios com níveis de eficiência e flexibilidade até há poucos anos difíceis de imaginar. E aqui a palavra chave talvez seja mesmo ‘flexibilidade’. A médio/longo prazo, de pouco nos serve termos altos níveis de produtividade se estamos completamente dependentes de um só setor. Conseguir produzir para vários segmentos diminui drasticamente a exposição às oscilações na conjuntura. E não faltam exemplos de potenciais novos mercados, com novos níveis de exigência. Centros de dados, indústria da defesa, aeroespacial, energia e grandes infraestruturas estão a criar novas oportunidades para quem consegue fabricar com maior precisão, assegurar níveis elevados de rastreabilidade e cumprir especificações cada vez mais rigorosas. A transição energética é outro exemplo dessa mudança. Tecnologias como o hidrogénio trazem novos desafios à metalomecânica, entre eles o comportamento dos materiais em ambientes altamente corrosivos, que exige novas abordagens ao nível da engenharia, dos processos e da seleção de ligas. Esta edição da InterMetal percorre este novo mapa industrial. Em destaque, a entrevista a Alcibíades Paulo Guedes, presidente do Conselho de Administração Executivo do INEGI, que defende uma indústria portuguesa capaz de criar valor através do conhecimento, da inovação e da diferenciação tecnológica. Uma conversa que assinala os 40 anos do instituto e que convida as empresas portuguesas a olhar para o futuro com ambição. Dedicamos igualmente espaço às tecnologias para chapa metálica, onde a automação, a digitalização e os avanços nos processos de corte, quinagem e soldadura continuam a redefinir os limites da produtividade e da qualidade. Finalmente, no dossier Energia e Infraestruturas, analisamos o papel crescente da metalomecânica em projetos relacionados com as energias renováveis, incluindo o hidrogénio. São investimentos que exigem capacidade industrial, engenharia especializada e uma resposta tecnológica cada vez mais sofisticada. Antes da pausa de verão, aproveitamos para desejar boas férias a todos os leitores, parceiros e anunciantes que continuam a acompanhar a InterMetal. Voltamos em setembro com mais informação para ajudar a metalomecânica portuguesa a enfrentar os próximos tempos com confiança. Até lá, boa leitura! Uma transformação que está apenas a começar

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